Por: Jornalista Henrique Leão
Encontro com leitores e admiradores surpreendeu o médico, escritor e candidato à Presidência, que defendeu educação, oportunidades e atenção à juventude
A presença do médico, escritor e candidato à Presidência da República Augusto Cury na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, nesta semana, foi marcada pelo encontro com jovens leitores e admiradores. A visita, registrada em 9 de setembro, aproximou o autor do público e motivou uma reflexão sobre educação, oportunidades e o futuro da juventude brasileira.
Entre os momentos destacados pelo escritor, a quantidade de jovens que se aproximou para abraçá-lo teve significado especial. A recepção carinhosa, com a presença de leitores de suas obras, surpreendeu Cury e ganhou destaque em seu relato sobre a passagem pelo evento.
“Na Bienal, uma cena me marcou: a quantidade de jovens que veio me abraçar”, afirmou.
Ao comentar o encontro, Cury descreveu uma juventude participativa, interessada em leitura e disposta a perguntar, observar, discordar e sonhar. Para ele, essa geração precisa encontrar espaço para se expressar e ser reconhecida por suas capacidades, inquietações e perspectivas de futuro.
“Jovens que leem, perguntam, observam, discordam, sonham. Jovens que não querem ser tratados como problema, nem como estatística”, ressaltou.
O contato com o público também serviu de ponto de partida para abordar os desafios enfrentados por jovens que estão fora da escola e do mercado de trabalho. Em sua mensagem, o presidenciável destacou que, por trás dos indicadores sociais, existem pessoas com vínculos familiares, talentos e trajetórias que precisam de oportunidades para se desenvolver.
“Mas antes de serem números, eles são filhos, netos, talentos, histórias que ainda podem florescer”, declarou.
Ao defender maior atenção à juventude, Cury apresentou sua visão de uma educação que estimule o pensamento e esteja associada à preparação profissional. Também destacou a responsabilidade da política na criação de condições para que os jovens construam seus caminhos.
“Eu acredito numa educação que ensina a pensar, numa formação que prepara para o mercado e numa política que não abandona a juventude à própria sorte”, afirmou.
Para o escritor, a experiência na Bienal expressou o desejo de uma geração de encontrar perspectivas e ser ouvida. Os abraços e a aproximação dos leitores deram um sentido pessoal à mensagem que escolheu compartilhar após a visita.
“Hoje, em São Paulo, eu senti isso de perto: existe uma geração querendo acreditar. E eu quero ouvir essa geração.”










