A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Barueri (Sads), por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), participou do XI Congresso Internacional de Direitos Humanos de Coimbra, realizado nesta quarta-feira (14), em Portugal.
O congresso foi promovido pela Universidade de Coimbra, uma das universidades públicas mais antigas do mundo ainda em funcionamento. A instituição conta com três polos, oito faculdades e 18 museus e é reconhecida como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Entre os diversos trabalhos nacionais inscritos, a experiência do Serviço de Medidas Socioeducativas do Creas de Barueri foi selecionada para apresentação no evento, que reuniu congressistas e palestrantes. O trabalho, desenvolvido pela Diretoria Técnica de Proteção Social Especial, teve como tema “Arte e Cidadania – O Grafite como Ferramenta de Ressocialização e Direitos Humanos no Creas de Barueri”.
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Joana Darc Cesar de Melo, autora da pesquisa e coordenadora do Creas, explicou que a oficina de grafite é oferecida a adolescentes que cometeram atos infracionais e que, por determinação judicial, são encaminhados ao serviço para cumprir medidas socioeducativas em meio aberto.
“Em Barueri, o Creas tem um diferencial porque existe uma equipe exclusiva para o Serviço de
Medidas Socioeducativas, composta por assistentes sociais, psicólogos, coordenação própria e orientador sociojurídico. O acompanhamento é realizado por meio de atendimentos individualizados com os adolescentes e suas famílias, quando se inicia a construção do PIA, o Plano Individual de Atendimento”, explicou Joana.
Segundo a coordenadora, a oficina de grafite complementa esse trabalho ao contribuir para a expressão, a participação e a construção da cidadania dos adolescentes e jovens.
“O grafite não substitui o acompanhamento socioeducativo, mas o potencializa. O atendimento é realizado por meio da escuta qualificada e da construção do PIA, dentro do qual a oficina é oferecida. Durante as atividades, realizadas duas vezes por semana, os adolescentes e jovens têm outras oportunidades de interação e troca de experiências. Muitas vezes, são discutidos temas como a história do hip-hop, os direitos humanos e outros assuntos trazidos pelos próprios participantes”, detalhou.
Entre os resultados observados estão a maior aproximação com os adolescentes, o aumento da participação, a redução da resistência ao serviço, a expressão de sentimentos e ideias, o reconhecimento de habilidades, o fortalecimento da participação política e a ampliação das possibilidades de protagonismo.

Para Joana, a expressão artística contribui para reduzir a resistência dos participantes e fortalecer o vínculo com a equipe técnica, aspecto fundamental para o sucesso do trabalho.
Ao concluir a apresentação, a assistente social destacou: “A arte gera expressão, participação, protagonismo e cidadania. Mais do que pintar telas e ocupar espaços, a proposta é abrir possibilidades. A socioeducação não pode se limitar ao cumprimento formal da medida”.
As oficinas de grafite realizadas com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas já produziram diversas telas, que estão expostas em espaços públicos de Barueri, especialmente nas secretarias municipais.
Da redação
Crédito das fotos: Divulgação/Sads Barueri











