Deputado gospel do PL é levado à delegacia após disparo de arma em casa noturna de São Paulo
Marcelo Aguiar, conhecido por sua trajetória na música religiosa e pela defesa dos valores cristãos e da família, se envolveu em ocorrência policial na madrugada desta segunda-feira (19). Assessoria atribui episódio a uma reação adversa provocada por medicamentos.
O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP), de 53 anos, conhecido por sua carreira como cantor gospel e por defender publicamente valores cristãos e familiares, foi conduzido ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, após uma ocorrência envolvendo disparo de arma de fogo em uma casa noturna localizada no Itaim Bibi.
O episódio aconteceu na madrugada desta segunda-feira, 19 de outubro, e colocou o parlamentar no centro de uma controvérsia que ultrapassa o ambiente policial e alcança também o cenário político.
Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, a arma foi apreendida e deverá passar por perícia. O caso será investigado pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do disparo e eventuais responsabilidades.
Após prestar esclarecimentos, o deputado foi liberado.
Assessoria nega prisão e aponta reação adversa a medicamentos
Em manifestação sobre o episódio, a assessoria de Marcelo Aguiar negou que o parlamentar tenha sido preso.
Segundo a versão apresentada, o deputado estaria sob efeito de medicamentos que teriam provocado uma reação adversa, circunstância que, de acordo com seus representantes, contribuiu para seu envolvimento em uma discussão.
A explicação, entretanto, não esclarece por si só as circunstâncias do disparo de arma de fogo, que deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Também é importante distinguir a condução de uma pessoa à delegacia para esclarecimentos de uma prisão formal, situações juridicamente diferentes.
Da música gospel à ocorrência policial: episódio provoca questionamentos
O caso ganha repercussão especialmente pela trajetória pública do parlamentar.
Marcelo Theodoro de Aguiar construiu parte de sua notoriedade no meio evangélico, tendo integrado o grupo Renascer Praise, ligado à Igreja Renascer em Cristo. Entre as músicas que marcaram sua carreira estão “Me Dá Poder de Filho” e “Eis-me Aqui”.
Na política, Aguiar apresenta sua atuação como comprometida com a defesa da família, dos valores cristãos e da proteção de crianças e adolescentes.
É justamente o contraste entre essa imagem pública e o envolvimento em uma ocorrência com arma de fogo dentro de uma casa noturna que levanta questionamentos sobre a conduta esperada de representantes eleitos.
A presença de um parlamentar em um estabelecimento noturno, por si só, não configura irregularidade. O ponto central da controvérsia está nas circunstâncias do disparo, na responsabilidade pelo uso da arma e no esclarecimento dos fatos.
Independentemente de posicionamentos religiosos ou partidários, agentes públicos estão sujeitos às mesmas leis aplicáveis aos demais cidadãos e devem prestar esclarecimentos quando envolvidos em situações dessa natureza.
Filiado ao PL, deputado tem trajetória ligada ao conservadorismo
Marcelo Aguiar se filiou ao Partido Liberal (PL) em março de 2026. Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), integrou a Comissão de Constituição, Justiça e Redação, uma das instâncias relevantes para a análise jurídica e constitucional das propostas legislativas.
Em sua apresentação institucional, o parlamentar associa sua atuação à defesa dos valores cristãos, da família e da proteção de crianças e adolescentes.
O episódio desta segunda-feira deverá gerar questionamentos sobre as circunstâncias da ocorrência e os esclarecimentos que serão apresentados à sociedade.
Polícia Civil investigará as circunstâncias do disparo
A apreensão da arma e a realização de perícia serão importantes para esclarecer a dinâmica do ocorrido.
Até o momento, as informações apresentadas não permitem concluir quem efetuou o disparo, em quais circunstâncias ele ocorreu ou se houve prática de crime por parte do parlamentar.
O caso segue sujeito à apuração policial, e eventuais responsabilidades deverão ser estabelecidas com base nas provas reunidas durante a investigação.
A controvérsia deixa uma questão central para o debate público: quem ocupa um cargo de representação popular precisa não apenas defender princípios em seus discursos, mas também responder com transparência sobre situações que colocam sua conduta sob questionamento.
Foto: Alesp – Reprodução Portal G1









