Mulher que tentou matar companheiro com açaí envenenado é presa em SP

Larissa de Souza Batista foi encontrada, nesta quarta-feira (15), em um hotel da cidade utilizando nome falso

Giuliana Zanin, da CNN Brasil*, em São Paulo

Caso ocorreu em fevereiro de 2026, em Ribeirão Preto (SP)  • Reprodução

Larissa de Souza Batista, acusada de tentar matar o próprio namorado com um açaí envenenado, foi presa preventivamente, nesta quarta-feira (15), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ela foi encontrada em um hotel da cidade onde estava hospedada utilizando nome falso.

Ela era procurada após a Justiça de São Paulo torná-la ré pela prática de homicídio qualificado tentado.

A captura da mulher foi realizada pela 3ª Delegacia de Investigações Sobre Homicídios do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) da cidade, que a encaminhou à Cadeia Pública de São Joaquim da Barra.

A Justiça recebeu a denúncia do MPSP (Ministério Público de São Paulo), nesta segunda-feira (13), que apontou o crime de homicídio qualificado tentado com emprego de meio cruel, dissimulado e que dificultou a defesa de Adenilson Ferreira Parente.

Segundo exames e laudos médicos, foi possível identificar o inseticida terbufós, conhecido como chumbinho, no açaí e no fundo do recipiente, o que comprovou a tentativa de homicídio.

Relembre o caso

Adenilson deu entrada no hospital em estado grave após consumir um açaí que estaria contaminado no dia 5 de fevereiro. Segundo a denúncia do MP, Larissa fez dois pedidos de açaí em um estabelecimento, um com o seu nome e outro com o do companheiro.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a autora coloca o veneno no copo da vítima. À CNN Brasil, o promotor de Justiça Eliseu Berardo Gonçalves, informou que a mulher confirmou que teria colocado algo no recipiente, mas que seria leite condensado. A versão foi descartada, uma vez que o item já fazia parte da composição do produto e não foi solicitado separadamente.

Após consumir o alimento, a vítima relatou sentir desconforto na garganta. A própria autora teria sugerindo que ele realizasse uma lavagem estomacal. Após a internação, Adenilson apresentou quadro de insuficiência respiratória, perda de memória e precisou ser intubado.

Além disso, a investigação concluiu que a mulher resetou o celular no dia da operação policial.

A partir da coleta de relatos dos envolvidos e de testemunhas, imagens das câmeras de segurança e laudos médicos, o MP decidiu pela acusação de Larissa.

O promotor de Justiça informou que, embora a motivação do crime não tenha sido identificada, Larissa agiu de forma dissimulada, fingindo e ocultando sua real intenção, que era envenená-lo. Segundo ele, a mulher ainda se aproveitou da relação amorosa que vivia com a vítima para cometer a ação.

Inicialmente, a promotoria levantou a hipótese de interesse financeiro de Larissa perante o namorado, já que a vítima possuía R$ 20 mil em espécie. Porém, segundo o promotor, essa linha foi descartada porque o valor já não estava com ele no momento do crime.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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