A morte do fisiculturista e influenciador digital Gabriel Ganley, de 22 anos, reacendeu o debate sobre os riscos do uso indiscriminado de anabolizantes, hormônios e medicamentos voltados ao controle da glicemia no universo do fisiculturismo.
Segundo relatos divulgados nas redes sociais e repercutidos pela imprensa nacional, a suspeita é de que o jovem tenha sofrido uma hipoglicemia severa, quadro caracterizado pela queda perigosa dos níveis de açúcar no sangue.
O caso chamou atenção para uma prática antiga e cada vez mais frequente: o uso da insulina por atletas de força em busca de hipertrofia muscular acelerada.
Embora seja um medicamento fundamental para o tratamento da diabetes tipo 1, em alguns casos, da diabetes tipo 2, a substância tem sido desviada da sua finalidade terapêutica e utilizada como estratégia para potencializar ganho muscular e melhorar desempenho físico.
A insulina foi descoberta em 1921 e revolucionou a medicina ao transformar a diabetes tipo 1, antes fatal, em uma condição tratável. Produzida naturalmente pelo pâncreas, ela funciona como uma espécie de “chave” que permite a entrada da glicose nas células, garantindo energia para o organismo e estabilidade dos níveis de açúcar no sangue. No fisiculturismo, porém, a lógica do uso é diferente.
A substância não constrói músculos diretamente. O que ela faz é aumentar a entrada de glicose e aminoácidos nas células musculares, criando um ambiente favorável para crescimento muscular e recuperação acelerada.
Segundo o endocrinologista Renato Redorat, do departamento de pré-diabetes e coordenador de endocrinologia e medicina do esporte da Idomed, o problema está justamente na tentativa de transformar um medicamento delicado em ferramenta estética.
Reprodução / redes sociais
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