A fonte fica a 470 milhões de anos-luz daqui. E até hoje ninguém sabe exatamente o que é.
Esses sinais se chamam Fast Radio Bursts, ou FRBs. São pulsos de rádio extremamente intensos que duram milissegundos. A maioria aparece uma vez e nunca mais.
Mas esse, catalogado como FRB 20180916B, repete. Com uma periodicidade estranha de 16 dias: 4 dias emitindo sinais, 12 dias em silêncio. Depois tudo de novo.
Essa regularidade é o que deixa os astrônomos mais curiosos. Porque periodicidade sugere algum tipo de mecanismo. Pode ser uma estrela de nêutrons com um ciclo orbital específico. Pode ser algo girando e bloqueando o sinal periodicamente. Pode ser coisa que a gente ainda nem imaginou.
A hipótese mais aceita hoje envolve magnetares (estrelas de nêutrons com campos magnéticos absurdamente intensos). Mas nenhuma explicação fecha completamente.
O que dá pra dizer com certeza é que algo lá fora, a 470 milhões de anos-luz, está emitindo energia suficiente pra atravessar o universo e chegar nos nossos telescópios. Toda hora marcada.
Seja lá o que for, é pontual.
Fonte: Astronomia Interestelar










