Itapevi elimina quase 3 mil criadouros do mosquito da dengue em 14 mutirões realizados neste ano

Ações da Prefeitura visitaram mais de 10 mil imóveis entre janeiro e maio e reforçaram o combate ao Aedes aegypti em todas as regiões da cidade

A Prefeitura de Itapevi realizou, entre janeiro e maio deste ano, 14 mutirões municipais de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. As ações percorreram diversos bairros da cidade e resultaram na eliminação de 2.872 criadouros potenciais do vetor, além da vistoria de 10.252 imóveis e da realização de medidas preventivas para conscientizar a população e reduzir os riscos de proliferação da doença.

Durante os mutirões, as equipes da Secretaria de Saúde conseguiram efetuar ações de controle vetorial em 7.178 imóveis, o equivalente a uma cobertura operacional de 66,7% do total de residências visitadas. Também foram entregues 234 telas de proteção com termo de recebimento e realizadas outras 235 telagens preventivas sem termo, ampliando as barreiras físicas contra a entrada do mosquito nas residências.

Os trabalhos aconteceram nos bairros Jardim Santa Rita, Chácara Vitápolis, Jardim Rosemeire, Parque Suburbano, Vila Gioia, Alto da Colina, Jardim São Carlos, Jardim Paulista, Engenheiro Cardoso, Chácara Santa Cecília, Jardim Briquet, Ambuitá, Parque Boa Esperança e Amador Bueno.

O prefeito de Itapevi, Marcos Godoy, o Teco (Podemos), destacou a importância da participação da população no combate à dengue. “Esse resultado é fruto do trabalho contínuo das equipes da Prefeitura e também da colaboração dos moradores. A dengue é uma responsabilidade de todos. Continuaremos investindo em ações preventivas, orientações e mutirões para proteger a saúde da população e manter nossa cidade mobilizada contra o mosquito”, afirmou.

Além dos imóveis trabalhados, o levantamento apontou que 2.782 residências estavam fechadas no momento das visitas, 191 registraram recusa de entrada das equipes e 101 estavam desocupadas. Esses fatores geraram 3.074 pendências, que exigem retorno dos agentes para a conclusão das vistorias e das medidas de controle.

Entre os bairros atendidos, o Parque Boa Esperança registrou o maior número de imóveis visitados, com 1.118 residências, enquanto a Chácara Vitápolis apresentou o maior número de criadouros eliminados, com 472 focos removidos durante a ação. Os dados reforçam a importância das atividades de campo para identificar e eliminar locais propícios à reprodução do mosquito.

As equipes municipais seguem realizando ações permanentes de monitoramento, orientação e busca ativa em diferentes regiões da cidade. A Prefeitura reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de recipientes que possam acumular água parada, como caixas d’água destampadas, pneus, vasos de plantas, garrafas e outros objetos expostos à chuva.

A população também pode colaborar permitindo a entrada dos agentes de combate às endemias devidamente identificados e adotando cuidados simples dentro de casa, contribuindo para reduzir os riscos de transmissão das arboviroses no município.

Avanços no combate à dengue

Os resultados deste ano demonstram a ampliação das ações municipais de combate ao mosquito Aedes aegypti em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e maio de 2026, os mutirões visitaram 10.252 imóveis, número 56% superior aos 5.832 registrados no ano passado. Também houve aumento significativo no número de imóveis efetivamente trabalhados, passando de 3.857 para 6.178 residências, crescimento de 60,2%.

O avanço das ações também refletiu na eliminação de criadouros. Em 2026, as equipes removeram 2.872 potenciais focos do mosquito, contra 2.145 eliminados em 2025, um aumento de 33,9%. O número de imóveis vistoriados e atendidos cresceu em razão da ampliação das frentes de trabalho e da expansão dos mutirões para mais bairros do município.

Outro destaque foi o fortalecimento das medidas preventivas. Neste ano, foram distribuídas 234 telas de proteção e realizadas 235 telagens, contribuindo para reduzir os riscos de entrada do mosquito em residências. Em 2025, haviam sido registradas 262 entregas de telas e 273 telagens. A estratégia passou por ajustes para concentrar os esforços principalmente na eliminação de criadouros e no trabalho educativo junto aos moradores.

Foto: Helder Lins/PMI

Departamento de Comunicação

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