A jornada de Howard Schultz começou na década de 1980, quando ele trabalhava como diretor de marketing da Starbucks. Na época, a empresa vendia apenas grãos de café torrados e equipamentos, não a bebida pronta.
Após uma viagem à Itália, Schultz ficou fascinado com a cultura dos cafés expressos e com o senso de comunidade que esses lugares proporcionavam.
Ele voltou aos Estados Unidos com uma visão revolucionária: transformar a Starbucks em um “terceiro lugar”, um espaço entre casa e trabalho onde as pessoas pudessem sentar, conversar e tomar café fresco.
Mas os fundadores rejeitaram a ideia de forma categórica. Para eles, a empresa era uma torrefadora de café, não um restaurante, e servir bebidas desviaria o foco do negócio.
Inconformado, Schultz decidiu sair da empresa em 1985 e criou sua própria cafeteria, a Il Giornale, baseada exatamente no modelo italiano que ele acreditava.
O sucesso foi imediato, provando que sua visão estava certa.
Dois anos depois, quando os antigos donos decidiram vender a Starbucks, Schultz conseguiu levantar capital, comprou a empresa e uniu tudo sob uma única marca.
Aquele “não” inicial acabou sendo o empurrão que faltava para ele assumir o controle e transformar a Starbucks em um império global com milhares de lojas.










