O otimismo não é apenas uma forma de ver a vida — é um padrão de funcionamento do cérebro que envolve áreas responsáveis por emoção, lógica, motivação e resposta ao estresse.
Estudos em neurociência mostram que pessoas otimistas processam o futuro de maneira diferente, com maior capacidade de equilibrar sentimentos negativos e manter expectativas positivas, mesmo diante de incertezas. De acordo com o neurologista Felipe Barros, do Hospital Sírio-Libanês, a principal diferença está na forma de como o cérebro integra razão e emoção.
“Pessoas otimistas apresentam uma comunicação mais robusta e eficiente entre as áreas lógicas e as áreas emocionais do cérebro, o que permite filtrar expectativas negativas e manter o foco em cenários positivos”, explica.
Três regiões cerebrais desempenham papel central no otimismo: o córtex pré-frontal, a amígdala e o sistema de recompensa. O córtex pré-frontal atua no planejamento e no controle emocional, enquanto a amígdala funciona como um centro de alerta para ameaças.
Já o sistema de recompensa, ligado ao núcleo accumbens, é responsável pela motivação. Segundo Barros, o cérebro otimista consegue modular melhor essas estruturas.
“O córtex pré-frontal exerce um controle inibitório sobre a amígdala, reduzindo respostas exageradas de medo e ansiedade”, afirma. Em paralelo, o sistema de recompensa é ativado com mais intensidade quando a pessoa imagina o futuro, o que aumenta a motivação para alcançar resultados positivos.
Exames de neuroimagem reforçam essa diferença. “Quando pessoas otimistas pensam no futuro, há uma forte ativação na rede que conecta o córtex pré-frontal à amígdala. Essa ativação é proporcional ao grau de otimismo”, diz o neurologista.
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