O streaming continua dominando o mercado, mas os fãs de música estão mostrando que a era das mídias físicas está longe de acabar. Um novo relatório da Recording Industry Association of America (RIAA), divulgado pelo site do Digital Music News, aponta um crescimento expressivo nas vendas de CDs, vinil e outros formatos físicos nos Estados Unidos durante o primeiro semestre de 2026.
Entre janeiro e junho, a receita da música gravada no país chegou a US$ 5,97 bilhões, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O streaming por assinatura segue como principal fonte de receita, com US$ 3,11 bilhões e 111,1 milhões de assinantes.
Mas o grande destaque está justamente no formato que muitos consideravam ultrapassado: a mídia física. A receita desse segmento cresceu 25,9%, chegando a US$ 731,5 milhões. O vinil movimentou US$ 543,8 milhões, alta de 17,7%, enquanto as vendas chegaram a 26,5 milhões de unidades, crescimento de 20,9%.

Já os CDs protagonizaram uma disparada ainda maior. A receita cresceu impressionantes 58,6%, alcançando US$ 171,1 milhões. Em unidades, foram 17,5 milhões de CDs vendidos, 45,7% a mais que no primeiro semestre de 2025.
E a volta ao físico não para por aí. A categoria que reúne cassetes e outros formatos registrou crescimento de 44,9% na receita e de 73,4% nas unidades, com 1,6 milhão de produtos vendidos.
Os números reforçam uma curiosa transformação no mercado musical: em um momento em que praticamente qualquer música pode ser acessada instantaneamente pelo streaming, os formatos físicos voltam a ganhar força justamente pelo caráter de objeto, coleção e vínculo com o artista.
O streaming continua sendo o gigante do mercado. Mas, pelos números do primeiro semestre, o velho hábito de comprar um disco está longe de morrer ![]()
Radio Rock 89
: Maria Tyutina (via Pexels)







