O jornalismo sempre foi mais do que uma profissão para Jairo Rodrigues: tornou-se um propósito de vida. Com uma trajetória construída em diferentes veículos de comunicação, o jornalista consolidou sua carreira como repórter, apresentador, mestre de cerimônias e colunista especializado em televisão e celebridades, levando informação e entretenimento ao público por meio de uma comunicação dinâmica e autêntica.
Ao longo de sua carreira, Jairo integrou equipes de programas como A Tarde É Show e Tarde Top, na Rede Brasil de Televisão, Olga, na RedeTV!, e Saúde & Você, exibido pela Record News e Band TV. Atualmente, é diretor, editor-chefe e colunista da Revista Grandes Negócios, onde assina uma coluna com seu nome, além de comentar as principais notícias do mundo dos famosos no programa Manhã Z, da Rádio Z FM 96,5, em São Paulo.

Paralelamente, também atua como jornalista na Prefeitura de Vargem Grande Paulista, na Região Metropolitana de São Paulo, e apresenta os programas Papo da Tarde, na TV das Artes, e Quentinhas da TV, no YouTube. Nesta entrevista, Jairo Rodrigues relembra o início de sua trajetória, fala sobre sua paixão pelo jornalismo, os desafios enfrentados ao longo da carreira e compartilha os aprendizados que o transformaram em um dos profissionais mais versáteis da comunicação.
• Como surgiu a sua paixão pelo jornalismo e qual foi o momento em que você percebeu que essa seria a profissão da sua vida?

Costumo dizer que não fui eu quem escolheu o jornalismo; foi o jornalismo que me escolheu. Desde muito cedo, sempre tive curiosidade em entender os acontecimentos, ouvir histórias e dar voz às pessoas. Com o tempo, percebi que informar, comunicar e levar conteúdo de qualidade ao público era muito mais do que um trabalho: era um propósito.
À medida que fui vivendo experiências na área, essa certeza só aumentou. Cada entrevista, cada reportagem e cada contato com diferentes realidades reforçaram em mim a convicção de que estou no caminho certo. O jornalismo me proporciona a oportunidade de aprender todos os dias, conhecer pessoas inspiradoras e contribuir para que a informação chegue de forma responsável à sociedade.
• Ao longo da sua trajetória, quais foram os maiores desafios que enfrentou e quais lições eles deixaram para a sua carreira?

Acredito que o maior desafio sempre foi — e ainda é — a falta de oportunidades. Costumamos dizer que o mundo é para todos, mas, infelizmente, as oportunidades nem sempre são. Muitas vezes encontramos profissionais extremamente talentosos, preparados e comprometidos que permanecem à margem, enquanto outras pessoas ocupam espaços apenas pelo famoso “QI” — quem indica.
Essa realidade faz parte do mercado e, infelizmente, também do jornalismo. Mas, em vez de desanimar, isso me ensinou a persistir. Aprendi que competência, dedicação e credibilidade são construídas ao longo do tempo. Pode até demorar mais para quem escolhe trilhar o caminho pelo mérito, mas acredito que o reconhecimento verdadeiro vem da consistência do trabalho, da ética e da qualidade daquilo que entregamos. Nunca deixei que a falta de oportunidades definisse a minha capacidade ou diminuísse a minha vontade de crescer.
• Você já entrevistou e acompanhou diversos acontecimentos importantes. Existe alguma cobertura ou entrevista que marcou sua vida profissional? Por quê?
Duas entrevistas marcaram muito a minha trajetória. A primeira aconteceu ainda na faculdade, quando tive a oportunidade de entrevistar a jornalista Fabíola Reipert. Foi um momento especial porque representou uma confirmação de que eu estava seguindo a profissão que realmente queria exercer.
A segunda foi a entrevista com Milton Neves, um dos maiores nomes do jornalismo esportivo brasileiro. Conversar com um profissional de tanta experiência foi extremamente enriquecedor e reforçou ainda mais a minha admiração pela profissão.
Mas, acima de tudo, procuro enxergar cada entrevista como única. Independentemente de a pessoa ser uma personalidade conhecida nacionalmente ou alguém anônimo com uma história inspiradora, toda entrevista tem um valor especial. Cada conversa traz aprendizado, novas perspectivas e contribui para o meu crescimento como jornalista.
• O jornalismo está em constante transformação, principalmente com a força das redes sociais e do conteúdo digital. Como você enxerga o futuro da profissão e que conselho daria para quem deseja seguir essa carreira?
O jornalismo vive uma transformação permanente, impulsionada pelas redes sociais, pela velocidade da informação e pelas novas plataformas digitais. Isso trouxe muitos benefícios, como a democratização da comunicação e a possibilidade de alcançar milhões de pessoas em poucos segundos. Ao mesmo tempo, também criou grandes desafios.
Um dos pontos que considero mais preocupantes é o fato de que, desde que o diploma deixou de ser uma exigência para o exercício da profissão, muitas pessoas passaram a se autodenominar jornalistas sem possuir a formação técnica e ética necessária. A minha crítica não é ao diploma em si, mas à importância do conhecimento que ele proporciona. A faculdade ensina princípios fundamentais como ética, apuração, responsabilidade na divulgação dos fatos e compromisso com a verdade — pilares indispensáveis para um bom jornalismo.
Hoje, quem estudou, se preparou e buscou qualificação acaba concorrendo com pessoas que, muitas vezes, não possuem esse preparo. Isso influencia diretamente a qualidade da informação que chega ao público e contribui para a disseminação de conteúdos imprecisos ou sem a devida apuração.
Para quem deseja seguir essa carreira, meu conselho é estudar constantemente, nunca perder a curiosidade e, principalmente, defender a credibilidade. A tecnologia muda, as plataformas mudam, mas os valores essenciais do jornalismo permanecem os mesmos: compromisso com a verdade, responsabilidade com a informação e respeito ao público. São esses princípios que diferenciam um comunicador de um verdadeiro jornalista.









