Famílias e comerciantes relatam desabastecimento frequente, protocolos sem solução e indignação com o valor das contas diante das falhas no serviço
Por: Jornalista Henrique Leão
Cinco dias sem água e sem uma resposta sobre quando o abastecimento será normalizado. Essa é a situação relatada por moradores da região do Condomínio Mirante de Itapevi, do Jardim Sorocabano e de bairros adjacentes. A interrupção compromete atividades básicas do cotidiano e provoca reclamações de famílias e comerciantes que cobram providências da Sabesp.
Segundo os moradores, foram realizadas diversas tentativas de contato com a companhia, com registros de protocolos, mas, até o momento, eles afirmam não ter recebido uma explicação para o problema nem uma previsão de restabelecimento do serviço.
A reportagem também tentou contato com a Sabesp para solicitar esclarecimentos sobre as causas do desabastecimento, as medidas de atendimento à população e o prazo para normalização. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno da companhia.
Torneiras secas e uma rotina comprometida

A ausência de água por um período prolongado afeta necessidades que não podem esperar: preparar alimentos, tomar banho, lavar roupas, limpar a casa e manter as condições de higiene. Para o comércio, o desabastecimento também dificulta a rotina de funcionamento e o atendimento aos clientes.
O problema, de acordo com os relatos recebidos, não é isolado. Moradores e comerciantes afirmam que as interrupções têm se tornado frequentes na região, acumulando transtornos e insegurança sobre a continuidade do serviço.
Sem informações claras, as famílias ficam sem condições de organizar a própria rotina. A falta de uma previsão de retorno agrava o desgaste de quem já enfrenta dias de torneiras secas.
Contas elevadas e cobrança por um serviço à altura
Além da falta de água, os moradores questionam os valores cobrados pela prestação do serviço. A reclamação é de que as contas, consideradas altas pelos consumidores, não correspondem à regularidade e à qualidade do atendimento recebido.
A cobrança é por uma resposta concreta: quem paga pelo abastecimento espera encontrar água na torneira e receber informações quando o serviço é interrompido. Protocolos precisam resultar em atendimento, explicações e providências.
A insatisfação aumenta diante da repetição das falhas. Para a população afetada, não basta retomar o fornecimento após vários dias; é necessário esclarecer o que está provocando as interrupções e quais medidas serão adotadas para evitar novos episódios.
População aguarda providências
Os moradores cobram da Sabesp a normalização do abastecimento, uma previsão objetiva de atendimento e esclarecimentos sobre a recorrência do problema. Também esperam informações sobre medidas emergenciais para atender a região enquanto o fornecimento não é restabelecido.
Até o fechamento desta reportagem, a companhia não havia respondido às tentativas de contato. O espaço permanece aberto para seu posicionamento, e a matéria será atualizada caso haja manifestação.
Água é uma necessidade básica. Depois de cinco dias de espera, moradores e comerciantes precisam de mais do que protocolos: precisam de água nas torneiras e de uma resposta à altura do serviço pelo qual pagam.









