Segundo a empresa, pacientes tratados com a dose mais alta perderam, em média, 28,3% do peso corporal após 80 semanas de acompanhamento. Entre os participantes que permaneceram em tratamento por mais tempo, a perda média chegou a 30,2% do peso corporal após 104 semanas.
O estudo incluiu adultos com obesidade ou sobrepeso associado a pelo menos uma complicação relacionada ao excesso de peso, mas sem diagnóstico de diabetes tipo 2. A pesquisa avaliou a eficácia e a segurança da retatrutida em comparação com placebo.
Os resultados chamaram atenção porque foram superiores aos observados em estudos anteriores com medicamentos já usados no tratamento da obesidade, como a tirzepatida, substância presente no Mounjaro.
A retatrutida pertence a uma nova geração de medicamentos chamados de “triplo agonistas”. A substância atua simultaneamente em três hormônios envolvidos no controle do apetite, da saciedade e do metabolismo: GLP-1, GIP e glucagon.
O GLP-1 ajuda a reduzir a fome e aumenta a sensação de saciedade. O GIP participa da regulação metabólica e da ação da insulina. Já o glucagon está relacionado ao aumento do gasto energético do organismo.
A combinação dos três mecanismos é apontada como um dos fatores que ajudam a explicar a perda de peso mais intensa observada nos estudos. Segundo a Lilly, 45,3% dos pacientes que receberam a dose mais alta perderam ao menos 30% do peso corporal ao longo do tratamento. O percentual é frequentemente comparado ao observado em algumas cirurgias bariátricas.
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