A gestão do ex-prefeito Rogério Lins tem sido alvo de críticas por parte de moradores e da oposição, especialmente em relação à manutenção de espaços públicos e à qualidade dos serviços urbanos. Praças, equipamentos esportivos, creches, escolas e terminais de ônibus apresentam sinais de deterioração em diferentes regiões da cidade, levantando questionamentos sobre a continuidade e a eficiência das políticas de zeladoria urbana ao longo dos últimos anos.
Na área da saúde, um dos principais pontos de debate é o crescimento da demanda reprimida. Apesar de promessas anteriores de zerar filas de exames e atendimentos especializados , relatos apontam que a fila por especialidades ultrapassou a marca de 20 mil pessoas, segundo dados frequentemente citados por parlamentares de oposição e movimentos sociais. O tema já havia sido alvo de disputas políticas durante a gestão, incluindo tentativas de investigação por meio de CPI da saúde, classificadas pelo então prefeito como “eleitoreiras”.
Além disso, a administração também enfrentou questionamentos sobre informações divulgadas ao longo dos mandatos. A oposição aponta inconsistências em dados apresentados pela gestão em áreas como saúde e obras públicas, o que contribuiu para um ambiente constante de embate político. Paralelamente, episódios anteriores envolvendo o ex-prefeito — como investigações sobre improbidade administrativa ainda no período em que era vereador, com bloqueio de bens determinado pela Justiça  — seguem sendo relembrados por críticos como parte do contexto mais amplo de avaliação de sua trajetória pública.
Embora aliados defendam avanços pontuais e investimentos realizados ao longo dos dois mandatos, o conjunto de críticas evidencia uma percepção de desgaste, especialmente em áreas sensíveis do cotidiano da população. O balanço final da gestão, nesse cenário, permanece em disputa entre diferentes narrativas políticas, refletindo visões opostas sobre os impactos deixados na cidade.
Matéria e foto: Osascomédia









