FÉ X POLÍTICA |
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a cassação e a inelegibilidade da prefeita de Votorantim (SP), Fabiola Alves da Silva (PSDB), e do vereador Alison Andrei Pereira de Camargo, o Pastor Lilo (MDB), por entender que houve uso da estrutura de uma igreja para beneficiar candidaturas nas eleições de 2024. A Corte apontou “abuso de poder religioso”, ao concluir que cultos da Igreja do Evangelho Quadrangular foram utilizados para influenciar eleitores e promover apoio político.
Segundo a decisão, líderes religiosos fizeram declarações públicas em favor dos candidatos durante cultos, incluindo falas sobre um projeto da igreja para eleger “120 vereadores” e manifestações de apoio direto ao Pastor Lilo. O TSE destacou que, mesmo sem pedido explícito de votos, houve instrumentalização da fé e da autoridade religiosa para promoção eleitoral.
A defesa dos políticos negou irregularidades e alegou falta de provas, mas o tribunal rejeitou os argumentos. O entendimento do TSE reforça que, embora não exista um crime específico chamado “abuso de poder religioso”, o uso da estrutura religiosa pode configurar abuso político ou econômico quando afeta a igualdade da disputa eleitoral.
Especialistas avaliam que a decisão deve impactar as eleições de 2026, aumentando a fiscalização sobre cultos, transmissões religiosas e discursos de líderes religiosos ligados a campanhas. A expectativa é de maior cautela de candidatos com apoio de igrejas e adaptação das estratégias eleitorais para evitar punições da Justiça Eleitoral.
(METRÓPOLES)
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